On quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


No livro A Escolha de Sofia, de William Styron, que virou filme estrelado por Meryl Streep, uma prisioneira polonesa em Auschwitz recebe um “presente” dos nazistas: ela pode escolher, entre o filho e a filha, qual será executado e qual deverá ser poupado. Escolhe salvar o menino, que é mais forte e tem mais chances na vida, mas nunca mais tem notícias dele. Atormentada com a decisão, Sofia acaba se matando anos depois. Dilemas morais, como a escolha de Sofia, são situações nas quais nenhuma solução é satisfatória. São encruzilhadas que desafiam todos que tentam criar regras para decidir o que é certo e o que é errado, de juristas a filósofos que estudam a moral.

Segundo novas pesquisas, raramente usamos a razão para decidir se devemos tomar uma atitude ou não. Analisando o cérebro de pessoas enquanto elas pensavam sobre dilemas, os pesquisadores perceberam que muitas vezes decidimos por facilidade, empatia ou mesmo nojo de alguma atitude. Duvida? A seguir, faça o teste com você mesmo, respondendo a 5 dilemas morais clássicos.


1. O trem descontrolado
Um trem vai atingir 5 pessoas que trabalham desprevenidas sobre a linha. Mas você tem a chance de evitar a tragédia acionando uma alavanca que leva o trem para outra linha, onde ele atingirá apenas uma pessoa. Você mudaria o trajeto, salvando as 5 e matando 1?

( ) Mudaria
( ) Não mudaria

Esse dilema moral foi apresentado a voluntários pelo filósofo e psicólogo evolutivo Joshua Greene, da Universidade Harvard. “É aceitável mudar o trem e salvar 5 pessoas ao custo de uma? A maioria das pessoas diz que sim”, afirma Greene em um de seus artigos. De fato, numa pesquisa feita pela revista Time, 97% dos leitores salvariam os 5. Fazer isso significa agir conforme o utilitarismo – a doutrina criada pelo filósofo inglês John Stuart Mill, no século 19. Para ele, a moral está na conseqüência: a atitude mais correta é a que resulta na maior felicidade para o máximo de pessoas. Mas há um problema. A ética de escolher o mal menor tem um lado perigoso – basta multiplicá-la por 1 milhão. Você mataria 1 milhão de pessoas para salvar 5 milhões? Uma decisão assim sustentou regimes totalitários do século 20, que
desgraçaram, em nome da maioria, uma minoria tão inocente quanto o homem sozinho no trilho.

Além disso, o ato de matar 1 para salvar 5 é o oposto do espírito dos direitos humanos, segundo o qual cada vida tem um valor inestimável em si – e não nos cabe usar valores racionais ao lidar com esse tema.
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2. O trem descontrolado [2]
Imagine a mesma situação anterior: um trem em disparada irá atingir 5 trabalhadores desprevenidos nos trilhos. Agora, porém, há uma linha só. O trem pode ser parado por algum objeto pesado jogado em sua frente. Um homem com uma mochila muito grande está ao lado da ferrovia. Se você empurrá-lo para a linha, o trem vai parar, salvando as 5 pessoas, mas liquidando uma. Você empurraria o homem da mochila para a linha?

( ) Empurraria
( ) Não empurraria

Avaliando pela lógica pura, esse dilema não tem diferença em relação ao anterior. Continua sendo uma questão de trocar 1 indivíduo por 5. Apesar disso, a maioria das pessoas (75% nos estudos de Joshua Greene, 60% no teste da Time) não empurrariam o homem. A equipe de Greene descobriu que, enquanto usamos áreas cerebrais relacionadas à “alta cognição” - isto é, ao pensamento profundo, para resolver o dilema anterior, este aqui provoca reações emocionais, mesmo nos que empurrariam o homem para os trilhos. Uma versão mais bizarra desse dilema propõe uma catapulta para jogar o homem pesado nos trilhos – e, surpresa, a maioria das pessoas volta a querer matar 1 para salvar 5. Conclusão: estamos dispostos a matar com máquinas, mas não mataríamos com as mãos.

Para Greene, a diferença nas respostas aos dois dilemas pode ser explicada pela seleção natural. Durante milhares de anos da nossa evolução, os seres humanos que matavam outros friamente atraíam violência para si próprios: eram logo mortos pelo grupo, gerando menos descendentes. Já aqueles que conseguiam se segurar conquistavam amigos e proteção, transmitindo seus genes para o futuro. Assim, ao longo dos milênios, criamos instintos sociais que nos refreiam na hora de matar.

Acontece que, na maior parte do tempo da nossa evolução, vivemos em cavernas e com lanças na mão, e não operando máquinas, botões ou alavancas. Isso faz com que nossos instintos sociais não relacionem o ato de apertar um botão ou puxar uma alavanca com o de jogar alguém para a morte – é por esse motivo que, para Joshua Greene, tanta gente mudaria a alavanca na situação anterior, mas não executaria o homem neste segundo dilema. “Os instintos sociais refletem o ambiente nos quais eles evoluíram, não o ambiente moderno”, afirma o cientista.

Ele dá outro exemplo. Achamos um absurdo não prestar socorro a alguém que sofreu um acidente na estrada, mas nos esquecemos rapidinho que milhares de pessoas morrem de fome na África. Para Greene, o motivo dessa disparidade também está nos instintos.

“Nossos ancestrais não evoluíram num ambiente em que poderiam salvar vidas do outro lado do mundo. Da forma como nosso cérebro é construído, pessoas próximas ativam nosso botão emocional, enquanto as distantes desaparecem na mente.”

Para Greene, a diferença de atitudes mostra que os filósofos que lidam com a moral devem levar mais em conta a natureza do homem - não para agirmos conforme a natureza, mas para superá-la. Tendo consciência de que nossos instintos nos tornam capazes de matar friamente por meio de uma alavanca ou de ignorar genocídios distantes, temos mais poder para decidir o que é ou não correto.
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3. Totem e tabu
No seu país, a tortura de prisioneiros de guerra é proibida. Você é tenente do Exército e recebe um prisioneiro recém-capturado que grita: “Alguns de vocês morrerão às 21h35”. Suspeita-se que ele sabe de um ataque terrorista a uma boate. Para saber mais e salvar civis, você o torturaria?

( ) Torturaria
( ) Não torturaria

Recentemente, Israel e os EUA foram duramente criticados pela prática de tortura de terroristas árabes em prisões e pelas tentativas de legalizá-la em forma de “pressão psicológica” ou “pressão física moderada”. Na defesa, os países usaram dilemas como esse. Se você achar que o correto é torturar o prisioneiro, vai legitimar carceragens sangrentas. Por outro lado, caso se recusasse a torturá-lo, poderá deixar inocentes morrer.

Essa situação também se parece com as anteriores - pela razão pura, trata-se de salvar o maior número de vidas. Mas por que, então, é tão difícil tomar a decisão de torturar o homem? Além do instinto básico de não-agressão apontado pelo cientista Joshua Greene, somos movidos por outra emoção primitiva: o nojo. É isso aí, o mesmo nojo que faz você ter uma ânsia de vômito ao olhar um esgoto. “Acreditamos que a aversão moral é nojo, mesmo. E não apenas uma metáfora”, diz o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia.

Em uma de suas pesquisas, Haidt mostrou vídeos de neonazistas a seus voluntários, monitorando a atividade cerebral deles. Concluiu que sentiam nojo, e não uma reprovação racional. É por isso que, em casos que provocam asco, como a tortura, costumamos agir conforme o absolutismo moral: as regras não devem ser transgredidas nem para salvar inocentes. Ainda mais se lembrarmos que os países que querem legalizar o método geralmente se valem de dilemas como esse para situações mais leves, em que a tortura não vai resultar em vidas salvas.
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4. Os limites da promessa
Um amigo quer lhe contar um segredo e pede que você prometa não contar a ninguém. Você dá sua palavra. Ele conta que atropelou um pedestre e, por isso, vai se refugiar na casa de uma prima. Quando a polícia o procura querendo saber do amigo, o que você faz?

( ) Conta à polícia
( ) Não conta à polícia

O antropólogo holandês Fonz Trompenaars realizou pesquisas em diversos países com dilemas como esse. O mais interessante é que as respostas variaram de acordo com o povo. A maioria dos russos acusaria o amigo na lata. Outros mentiriam para protegê-lo, dando dicas ambíguas à polícia, como os americanos. Já os brasileiros inventariam histórias malucas para dizer que a culpa não era do amigo, mas do pedestre, que era um suicida.

Os gregos antigos já tinham consciência de que cada cultura tem noções diferentes sobre o que é certo ou errado: diziam que havia tantas morais quanto povos no mundo. A princípio, saber que a moral muda de acordo com a cultura é importante para não julgarmos costumes de um povo como se fossem os nossos, descobrindo suas razões particulares. Foi o que propôs o antropólogo Franz Boas (1858-1942), considerado o pai do relativismo cultural - a idéia de que nenhuma cultura é melhor que outra. Mas, quando duas culturas diferentes se chocam, surgem dilemas morais ainda mais difíceis, como o que vem a seguir.

5. Choque cultural
Você é um funcionário da Funai, trabalhando na Amazônia sob ordem expressa de jamais intervir na cultura indígena. Passeando perto de uma clareira, nota que ianomâmis estão envenenando o bebê de uma índia, que está aos prantos. Você impediria a morte do bebê?

( ) Impediria
( ) Não impediria

No começo de abril (2009), a Folha de S.Paulo contou a história do índio Mayutá, de 2 anos, que nasceu de uma gravidez de gêmeos. Como os índios camaiurás acreditam que gêmeos trazem maldição, Mayutá deveria ser envenenado.O irmão dele já havia sido assassinado quando o pai interveio. Com ajuda da ong Atini, que tenta acabar com o infanticídio entre os índios brasileiros, o pai retirou a criança da tribo.

A ong foi formada pelos pais adotivos da ianomâmi Hakani, que viveu um caso parecido em 1995. Depois que Hakani nasceu com hipotireoidismo, seus pais receberam do conselho da tribo a ordem de envenená-la. Mas acabaram tomando o veneno eles mesmos. O irmão e o avô foram encarregados de levar a tarefa adiante e não conseguiram - o avô também se suicidou. Hakani, abandonada, desnutrida e quase morta, acabou adotada por um casal de funcionários da Funai. Um antropólogo do ministério público tentou barrar a adoção, dizendo que era uma agressão à cultura ianomâmi. E aí, o que vale mais: a vida humana ou o respeito às tradições de um povo? Se você acha que o certo é deixar a cultura acontecer, é um relativista cultural. Se considera o valor da vida maior que o das culturas, é um absolutista moral, como o papa Bento 16.

Talvez a solução do dilema esteja na hesitação dos pais. Ela mostra que o infanticídio não é um consenso entre os índios. Ou seja, o terror emocional diante de matar o próprio filho existe mesmo em culturas que admitem matar suas crianças. Isso converge com a tese do psicólogo evolutivo Steven Pinker: assim como qualquer língua do mundo diferencia entre verbo e objeto, a moral também tem suas regras universais, que cada cultura trata de forma diferente. Segundo a teoria da “gramática universal”, de Noam Chomski, temos uma capacidade de nascença para falar, e o que prova isso são as semelhanças de sintaxe entre todas as línguas do mundo. Num artigo para o jornal New York Times, Pinker paradiou a tese de Chomski: “Nascemos com uma gramática moral que nos permite analisar as ações humanas mesmo que com pouca consciência disso”. Mas, como mostram os dilemas morais, nem sempre é fácil fazer essa análise.
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Realmente são dilemas difíceis de responder, sem parar e pensar um pouco antes. Mas e daí, quem se arrisca?

Camisas Vero

40 comentários:

deusilusao disse...

Muito bom! Tá muito bem estruturado o blog. Já passei o link para minha irmã, que é católica. Quero ver como ela se sai com esses dilemas...

Fabenrik disse...

Obrigado
é uma honra te-lo aqui amigo!!!
espero q venha sempre aqui
é nossa casa

Douglas disse...

1 (x) Mudaria
2 (x) Não empurraria (dependendo da pessoa rsrsrs)
3 (x) Torturaria
4 (x) Contaria para polícia (errou tem que pagar/ se fosse seu irmão que tivesse sido atropelado???)
5 (x) Impediria (desde que eu não corresse o risco de ser flechado durante o salvamento...)


...são difíceis essas perguntas...

Flw!

m.prj10 disse...

1 (x) Mudaria
2 (x) empurraria (dependendo da pessoa rsrsrs)
3 (x) Torturaria
4 (x) atropelou sem seguelas ? (errou tem que pagar/)
5 (x) Impediria.
Quem fez a pesquisa levou em conta as varias possibilidades de cultura?

xD

knight disse...

Bela postagem , muito bem estruturada e convincente.
Acredito que todo dilema que trate de vidas tenha suas complexidades, só o simples fato de dizer que são conhecidos ou pessoas que vc nunca viu , já seria o suficiente para uma nova resposta.
vou começar a frequentar o site,parabéns

Fabenrik disse...

Muito obrigado knight!
A postagem foi feita pelo meu amigo Bruno que é colaborador do blog!
Queremos ouvir as criticas construtivas tbm!!!

saracura disse...

Questões interessantes. Quando o assunto é gastar energia pra escolher uma vida em detrimento de outra, fico com a opção de nada fazer, azar de quem estiver na linha...azar de quem nasceu naquela cultura,,,pronto...é cruel, mas é uma saída..

Anônimo disse...

Dilema de verdade é esse aqui:
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHFjS2xZeGo2VVdvWXhaeGRiUkN4WlE6MA


kkkkkk

Marlon disse...

Aquele antropólogo do ministério público que, em defesa da tradição da cultura ianomâmi condenou os que salvaram a vida do bebê que estava para morrer é um enorme imbecil.

Todas as tradições devem ser contestadas sempre. Ninguém deve agir de acordo com uma tradição sem se perguntar se aquilo faz ou não sentido, que é basicamente o que acontece quando algo é repetido vezes o suficiente para virar tradição.

Pela mesma lógica, devemos então respeitar a tradição de alguns países muçulmanos de matar a pedradas mulheres/garotas que tenham sido estupradas por "envergonhar sua família" ou receber 40 chibatadas por apenas ter contato com um homem que não seja seu parente? Bobagem.

A tradição faz das pessoas máquinas de repetição, incapazes de pensarem por si próprias, fazendo papel de bobo muitas vezes, como os judeus de Higienópolis que tem um elevador reservado para eles em seus prédios que param em todos os andares nos sábados, por que é "pecado" apertar um botão no "dia em que Deus descansou após criar o Mundo". Bando de gente tonta.

Como é bom ser ateu e se ver livre de toda essa bobagem sem sentido e sem propósito.

Fabenrik disse...

@Anonimo
de qualquer jeito um olho ia ser furado!!!
lol

@Marlon
Seguir seus traços culturais, falando de cultura e não uma parte da cultura q é a religião, é realmente até bom e dá integração a um determinado grupo, pode-se notar isso em várias formas de grupos sociais, até aqueles costumes que só nossa família tem, mas quando isso passa a prejudicar alguém, ou ser imposto e não como opção ou até uma certa saudosidade que vc poder ter por um determinado comportamente de seu grupo em específico aí realmente é muito escroto, realmente deve haver uma intervenção.

Tbm adoro ser ateu e não estar preso a nada dessas coisas.
Vlw pelo comentário

Jonas de Carvalho disse...

Mais dilemas estão criados pelos próprios comentaristas, além é claro do dono do blog: quem aqui age por sí mesmo? Quem aqui carrega dentro de sí decisões para todas as situações.

Todos carregamos nossas verdades que nos foram dadas pelas tradições tenham elas o cunho que tenham.

A mim não me parece existir nenhum individuo autonomo, somos um feixe genetico resultante de nossos antepassados e de quem muitas vezes não sabemos nada. Falar e falar apenas, é fácil, dificil é sabermos de onde vem nossa fala.

Pensem meus filhos. Abraços

www.jotagebece.blogspot.com

Fabenrik disse...

@Jonas
Eu tenho o controle aqui das minhas próprias ações, discordo q sejamos, resumindo em ações, um conjunto de impulsos, conheço sobre algumas pesquisas e teorias acerca disso.
Mas grato pela opinião, mesmos as diferentes são muito bem vindas!
Volte sempre Jonas!

marcus disse...

Pena que o texto foi copiado de algum outro lugar, integralmente, sem sequer citar a fonte: http://www.google.com/search?q=%22Recentemente%2C+Israel+e+os+EUA+foram+duramente+criticados+pela+pr%C3%A1tica+de+tortura+de+terroristas%22&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:en-US:official&client=firefox-a

Jonas de Carvalho disse...

Caro Fabenrik aproveitando que vc disse volte sempre, e voltando talvez antes do que voce quisesse, digo que fiquei encantado lendo que voce tem o controle de suas ações.

Invejo-o. Quisera mesmo saber quando vou me apaixonar e por quem. Quisera saber qual será o livro que me arrebatará. Ou a música que me emocionará. Anseio por descobrir qual filme me levará às lágrimas.

E mais que tudo isso não suporto mais o incomodo de ser aquela metamorfose ambulante de que falou Raul Seixas e gostaria de, ao menos por cinco minutos, ter opinião formada sobre tudo.

Eu queria ter podido tocar minha semente. Queria saber dos meus pais, dos pais de meus pais, dos pais dos pais de meus pais, dos pais, dos pais, dos pais...

Queria advinhar meus filhos, e dos filhos de meus filhos, e dos filhos dos filhos dos meu filhos, dos filho, dos filhos, dos filhos...

Quisera ter a mesma certeza daquele estatistico que convocou toda a imprensa para assisti-lo atravessar um grande rio a pé, pois segundo ele na média o rio tinha 1,40m de profundidade. Mas morreu afogado coitado e voce,Fabenrik, deve saber a razão.

Tantas vezes eu virei para a direita e foi tudo bem. Mas quem me responderá que se eu tivesse virado para esquerda não seria tudo melhor ainda?

Quem poderá me responder e acalmar minha embasbacante admiração pela teia que é a vida? E me fazer entender que a invenção da luz elétrica, do telefone, dos computadores pessoais e da internet não foram uma conspiração para que eu e voce, Fabenrik, nos encontrássemos e que foi, isso sim, apenas uma combinação de percentuais que qualquer filósofo ou estatisco pode explicar, assim como sempre explicaram o que compõe o recheio de uma salsicha.

Estou tentado a pedir o seu endereço pessoal. Estou sentindo impulsos de ir até aí abraça-lo e susbtituir por voce, aquilo que dentro de mim eu chamo de Deus.

E fique em paz, pois sabidamente e de acordo com estudos da Universidade 99,99% de todos os domingos acabam em paz.

Sacudidos abraços,

www.jotagebece.blogspot.com

Fabenrik disse...

Foi bem irônico mas legal, consegui captar sua mensagem amigo, eu realmente sou o meu deus, eu realmente estou na supervisão das minhas ações (se é q me entende), não ponho nada do que faço por conta de seres imaginários nem nada parecido, mas endorfinas, testosteronas e outras substâncias (que nem sei o nome) realmente conseguem superar isso como vc bem falou irônicamente (gostei pq tbm sou assim sempre q posso), porém se apaixonar, ler e se emocionar além de outras formas que julga não controlar, também temos que estar ligados aquilo, propostos a entrar nesses jogos, tem que estar proposto também meu caro. Não se apaixona por quem não tem um padrão de atração e/ou identidade, não chora por algo que não se identifica.
Estou longe de ser dono da verdade ao meu redor, mas sou da minha verdade. E se vier a me subsituir pelo seu deus talvez venha a ser mais feliz sim, pois tenho plena certeza q sou melhor q ele.

Espero sempre seu retorno aqui Jonas, quero mesmo conflito de opiniões, podemos crescer com isso!

Muitos abraços meu caro, sem ironia.
Fabenrik
ateu e a toa

Jonas de Carvalho disse...

Minino Fabenrik, começo pelo fim: não sei de onde Você tirou que eu sou infeliz quando Voce diz que no caso de segui-Lo eu serei feliz, Voce está enganado, me perdoe, pois perguntar não significa infelicidade, significa,quando muito, que se quer saber algo.

Indo para o meio: faz o seguinte rasgue todas as centenas de livros que voce tem na sua estante e publique tudo segundo Voce mesmo.

Passeando de cima abaixo: Voce não me respondeu nada e perdeu sua oportunidade de ser meu Deus. Muito pelo contrário Voce diz que é preciso identificar-se com algum padrão/identidade que eu torno a perguntar de onde vem.

As respostas para Voce mesmo certamente vem das centenas de livros que Voce tem na Sua estante, pois duvi-de-o-dó que voce seja assim tão sabichão a ponto de nunca pintar nem ao menos uma duvidazinha sobre qual camisa Voce vai vestir hoje.

Quanto a mim não sei de nada não, nunca soube e nunca saberei. Sigo ao sabor da vida. Pois não acho que a Terra "sabe" quantas voltas ela tem que dar em si mesma para dividir os dias das noites, também acho que o semem depositado por meu pai dentro de minha mãe não "sabia" o que fazer para que eu nascesse, também as bananas não "sabem" que elas devem pendurar-se em cachos nas bananeiras, elas apenas se penduram. E todas as coisas mais maravilhosas desse mundo não sabem que são e o que fazem, apenas fazem. E é tudo como se assistissimos a um magnifico espetáculo de mágica.

Eu também sou assim, não sei de nada, tem alguma coisa colocada dentro de mim que me faz viver e me encantar com essa aventura extraordinária chamada vida.

Encante-se meu velho, racionalize menos, despreze menos, ame mais, contemple mais, e tenha dúvidas muitas duvidas!

Fique em paz e divirta-se nessa segundona.

jotagebece.blogspot.com

helioshimojo disse...

Interessante. No caso dos índios não interferia fisicamente no salvamento da criança, mas eu faria um trabalho informativo na questão dos gêmeos, questionaria aos índios "Por que vocês acreditam nessa maldição dos gêmeos?, O que é essa maldição?" Pois o princípio deles é furado. Lembro me também quando passou uma reportagem anos atrás de uma tribo indígena que se recusava a fazer exames pois tinha uma galera contaminada com HIV. Ignorando os exames eles disseram "Isso é doença de branco, índio não pega isso". Nesse caso pra mim não é uma questão cultural e sim informativa.

Excelente post!

Fabenrik disse...

@Jonas

Meu velho, você disse, "Caro Fabenrik aproveitando que vc disse volte sempre, e voltando talvez antes do que voce quisesse, digo que fiquei encantado lendo que voce tem o controle de suas ações.

Invejo-o. Quisera mesmo saber quando vou me apaixonar e por quem. Quisera saber qual será o livro que me arrebatará. Ou a música que me emocionará. Anseio por descobrir qual filme me levará às lágrimas.

E mais que tudo isso não suporto mais o incomodo de ser aquela metamorfose ambulante de que falou Raul Seixas e gostaria de, ao menos por cinco minutos, ter opinião formada sobre tudo.

Eu queria ter podido tocar minha semente. Queria saber dos meus pais, dos pais de meus pais, dos pais dos pais de meus pais, dos pais, dos pais, dos pais...

Queria advinhar meus filhos, e dos filhos de meus filhos, e dos filhos dos filhos dos meu filhos, dos filho, dos filhos, dos filhos...

Quisera ter a mesma certeza daquele estatistico que convocou toda a imprensa para assisti-lo atravessar um grande rio a pé, pois segundo ele na média o rio tinha 1,40m de profundidade. Mas morreu afogado coitado e voce,Fabenrik, deve saber a razão.

Tantas vezes eu virei para a direita e foi tudo bem. Mas quem me responderá que se eu tivesse virado para esquerda não seria tudo melhor ainda?"


Se eu tiver dúvida ou não certamente quem vai decidir sou eu, meu caminho não está na mão de nenhum ser/entidade, sou o supervisor na minha vida, se acha q posso estar sendo prepotente ou arrogante, o caminho na verdade é inverso. Ou até pense que seja tão pouco que precise depositar seu caminho no "místico". Te digo mais, quem sabe melhor do que se deus e eu, é você sobre o que é melhor para você. Afinal se pede alguma coisa a deus é pq acha q sabe o q é melhor para vc, melhor q ele, ignorando o plano q ele pode ter para vc. Mas vejo q não estamos a falar em específico de deus.


Também citou: "Quem poderá me responder e acalmar minha embasbacante admiração pela teia que é a vida? E me fazer entender que a invenção da luz elétrica, do telefone, dos computadores pessoais e da internet não foram uma conspiração para que eu e voce, Fabenrik, nos encontrássemos e que foi, isso sim, apenas uma combinação de percentuais que qualquer filósofo ou estatisco pode explicar, assim como sempre explicaram o que compõe o recheio de uma salsicha.

Estou tentado a pedir o seu endereço pessoal. Estou sentindo impulsos de ir até aí abraça-lo e susbtituir por voce, aquilo que dentro de mim eu chamo de Deus.

E fique em paz, pois sabidamente e de acordo com estudos da Universidade 99,99% de todos os domingos acabam em paz."

Agora sim falou de deus mas eu já respondi antes, desculpe em me adiantar. As coisas não são tão perfeitas quanto acha, e não tem meios de olhar para um senhor q seja rico e achar q a vida dele foi perfeita o tempo todo. Muita coisa aconteceu para q chegasse a tal. Assim aconteceu com o mundo e acontece em outros mundos por aí q desconhecemos. Existem "n" tentativas e erros por aí. A história está aí para nos confirmar tudo q eu digo. Historia de fato, documentada e não contos de fadas.

Responderei o outro comentário no meu próximo comentário, meu velho.


Fabenrik

Fabenrik disse...

@Jonas
Eu disse: "E se vier a me subsituir pelo seu deus talvez venha a ser mais feliz sim..."
Ser mais feliz não precisa significar q seja infeliz, quis tendenciar ao q lhe fosse conveniente para pensar q concluí isso, e até eu mesmo lhe perguntaria: De onde tirei que é infeliz?


Você disse: "Passeando de cima abaixo: Voce não me respondeu nada e perdeu sua oportunidade de ser meu Deus. Muito pelo contrário Voce diz que é preciso identificar-se com algum padrão/identidade que eu torno a perguntar de onde vem.

As respostas para Voce mesmo certamente vem das centenas de livros que Voce tem na Sua estante, pois duvi-de-o-dó que voce seja assim tão sabichão a ponto de nunca pintar nem ao menos uma duvidazinha sobre qual camisa Voce vai vestir hoje.

Quanto a mim não sei de nada não, nunca soube e nunca saberei. Sigo ao sabor da vida. Pois não acho que a Terra "sabe" quantas voltas ela tem que dar em si mesma para dividir os dias das noites, também acho que o semem depositado por meu pai dentro de minha mãe não "sabia" o que fazer para que eu nascesse, também as bananas não "sabem" que elas devem pendurar-se em cachos nas bananeiras, elas apenas se penduram. E todas as coisas mais maravilhosas desse mundo não sabem que são e o que fazem, apenas fazem. E é tudo como se assistissimos a um magnifico espetáculo de mágica."


Não entendeu o q eu disse, aparentemente, vc não se emociona, não se apaixona, não lhe disperta emoções nada que venha a identificar-se. Isso é questão de psicologia que já entendo bem pouco, mas esse pouco me permite afirmar isso. Esses padrões vem dos seus gostos e vivências. Um exemplo: gosta de ver mulher de calcinha branca pois na infância gostava de ver as calcinhas das menininhas que eram brancas, ou ao contrário, achava muito infantil ou grande e feio e gosta de mulher de calcinha pequena. São seus gostos, gostos do Jonas. Por algum motivo entrou no jogo, você pode desconhecer ou nem querer saber e se ligar mais na "magia" que você todo dia fica iludido. Não vejo essa mágica e ela não está em lugar algum. Caso veja e acha que é feliz assim, parabéns. Todos temos dúvidas, o que lhe disse antes, corroboro, é que somos nós quem decidimos. Devemos racionalizar sim, é nosso papel. Se todos pensassem sem racionalizar, poderíamos nem ter nos encontrado aqui hoje (como disse anteriormente).

Volte sim, volte sempre.
É bom trocar uma boa idéia.

Fabenrik

Fabenrik disse...

@helioshimojo

É bom que gostou, pretendo sempre ter um material legal assim para poder fazer com que volte e comente, como o fez. É importante.

Fabenrik
ateu e a toa

Jonas de Carvalho disse...

Minino!! Essa parte da calcinha branca deve ser coisa freudiana. Vc devia ter usado outro exemplo cara, pegou mal.

Mas indo direto ao ponto me dei conta de que tudo começou com um simples comentário meu sem pretensão e que mereceu sua gentil atenção, do que muito me orgulho.

Mas fosse voce um moço convicto de tudo e com suas emoções, ações e tudo o mais sob um estrito controle voce não perderia seu tempo, pois voce após ter vivido todos esse milhões de anos e ter adquirido tanta Sabedoria desconfiaria por certo que estás diante de um sujeito empedernidamente emotivo, movido á paixões, que é maluco pra chegar o dia seguinte e ver as surpresas que ele me reserva.

Voce foi uma das minhas muitas surpresas, não gostei muito confesso e peço que voce não se zangue por isso, mas foi uma surpresa sim, por que não?

Agora deixe-me aqui quietinho na minha igonorancia que eu prometo deixa-lo no seu canto com todo seu conhecimento.

Não esqueça de vez em qdo de dar-me a honra de sua visita ao meu blog, não!, não se preocupe lá eu não faço catequisação - espero que vc entenda que a palavra catequisação não é sempre usada com sentido religioso - nenhuma, são apenas coisas amenas da vida. Coisas que me passam pela cabeça e que não tem pretensão de ensinar nada a ninguém.

Desde já prometo visitar o seu blog tambem, quem sabe um dia desses voce abre um link para lojas de lingeries dai eu talvez me divirta um pouco mais.

Muitos mais sacudidos abraços,

jotagebece.blogspot.com

Fabenrik disse...

Isso é normal amigo, em debates ninguém chegar a lugar algum, convencer ninguém de nada, mas alguma coisa se acrescenta. Esperava que fosse terminar assim mesmo, só estava a ver o andamento das coisas e quando poderia finalizar. Mas agradeço pelos seus comentários, espero que sempre os faça, mesmo que venhamos a discordar, sempre é interessante. Espero ver suas críticas aqui de forma construtiva, sempre tentando melhorar, afinal devemos concordar em algo, talvez, um dia...

Visitarei sim.
Um abraço.

Fabenrik
ateu e a toa

Dafne disse...

1. (x) Mudaria
2. (x) Não empurraria
3. (x) Torturaria
4. (x) Conta à polícia (dependendo do amigo)
5. (x) Não impediria

CristãoReformado disse...

1. (X) Mudaria
2. (X) Empurraria
3. (X) Torturaria
4. (X) Não conta à polícia
5. (X) Impediria

VÍDEOS INCRÍVEIS disse...

Boa!

hiq13 disse...

Vamos ao que eu respondi.
Respondi todas sem olhar a segunda parte do texto.

A primeira achei ser uma pegadinha, então respondi na defensiva:

1° Primeiro eu teria que saber quem seriam as pessoas que iriam ser atropeladas:
Sei que não podemos julgar valores de vida, mas eu não mudaria uma alavanca para salvar 5 pessoas que não conheço e acabar matando uma qual poderia ser um familiar meu.
Outra situação em questão é na questão destino interferido. (Não digo destino no sentido mistico) Pense comigo, um acidente é algo que você não tem controle sobre, quando você interfere nele, voce obteve o controle, e assim deixa de ser acidente e passa a ser algo premeditado, você escolheu matar um, ao ocntrario de não se meter e deixar que o inevitavel aconteça sem sua intervensão problematica, ou seja, se responsabilizar por qualquer eventual morte.


2° Vou parecer anti-direitos humanos e com pretenção a julgamento, porém se fosse um mendigo ou uma pessoa de aparencia suspeita como um mano, eu teria o desejo interno de empurrar, pois mataria um vagabundo pra salvar cinco trabalhadores, porém não creio que eu teria impulso para concretizar, ja que no momento ali eu ficaria indeciso e possivelmente paralizado.

3° Sim, eu torturaria, não sou a favor da tortura. Se fosse possivel eu usaria aquelas poção da verdade, drogas que fazem a pessoa falar a verdade sem querer.

4° Eu guardo o segredo. Pois primeiro eu dou valor a minha palavra de homem, depois; não confio na lei dessa sociedade, que pune de forma errada, convenceria esse meu amigo a ir em um psicologo para

5° Não, pois sigo o relativismo cultural (Apesar de prefirir a união contemporanea de idéias). E é sabido que povos indigenas matam crianças defeituosas logo no nascer, pois a visão de sobrevivencia entre os indios é diferente. (Qual até concordo)

Por fim não achei essas questões tão barra pesada assim, eu tenho um senso moral bem particular e bem forte

Anônimo disse...

Nunca li tanta besteira na minha vida!!

Fabenrik disse...

Obrigado pelos comentários, amigos!

Anônimo, seria interessante dizer o motivo de achar que é besteira...

Fabenrik
ateu e atoa

Lucas disse...

Esqueceu de por a fonte, amigo.
Copiado da revista Superinteressante.

Fabenrik disse...

Oi Lucas!

Realmente eu não sei se é ou não oriundo da Superinteressante, até pq não foi eu quem escreveu essa postagem, foi um amigo meu o Bruno, mas se reparar em todos os outros posts sempre cito a referência. Obrigado por alertar, vou verificar e colocar a devida referência.
Espero que pessoas como vc sempre volte aqui, pois nos leva a melhorar.

Um abraço
Fabenrik
ateu e atoa

Anônimo disse...

Quisera eu que tantos outros blogs que existem por aí tivessem assuntos tão pertinentes e interessantes quanto esse! Parabéns pelo post.

oloko disse...

na boa...


q lixo de post...

tão se achando oss intelectuais agora né..

bando de ignorantes da poha....

Bruh disse...

(x) Mudaria (com certeza sem nem pensar duas vezes)
(x) Empurraria (se tivesse certeza de salvar os outros sim)
(x) Torturaria (mesmo sabendo do risco do homem morrer e não revelar tudo, se pdesse ajudar inocentes...)
(x) Não conta à polícia (se é meu amigo de verdade eu sei que ele não faria nada de proposito e por isso nao tem culpa só medo)
(x) Impediria (que se explodam as tradoções, é a vida de uma crinaça em jogo!)

É isso :)

Flip disse...

1 (x) Não Mudaria

Não mudaria pois acho que não dá pra racionalizar em cima disso. Se a situação é aquela, que aconteça.

2 (x) Não empurraria

A mesma coisa.

3 (x) Torturaria

Toda regra tem uma exceção, mas nem é pelo clichê ridículo. Avaliaria a situação não me importando com essa regra, e nessa avaliação torturaria, mesmo q perdesse minha patente ou coisa do tipo.

4 (x) Não Contaria para polícia

Na vdd, eh difícil, eu acho que não deixaria meu amigo fugir, argumentaria com ele q ele tem q se responsabilizar e que era pior assim. Caso não aceitasse, não dedaria, mas com um sentido de nem me envolveria.

5 (x) Impediria

A mulher não concorda com o ritual e não tem culpa de ter nascido em mio a essa cultura.

Fabenrik disse...

@Oloko
Ofendeu assim de graça, sem nem deixar um motivo para tal?


Espero que volte e explique, fazendo uma crítica construtiva, caso não, seria melhor ficar de onde veio.


Fabenrik
ateu e atoa

Felippe disse...

Ao menos podia dar os créditos a Superinteressante não?

Ibere'e / Eto'o na Bosta disse...

Muito bom o seu blog, não sou um leitor assíduo, mas sempre que venho sempre tem um texto gigante interessante que prende a gente, e nos faz perder meia hora pensando.

Abraço

Fabenrik disse...

Obrigado pelas respostas amigos, e obrigado pelos elogios também.

@Felippe

Como disse acima, verificarei se é oriundo da Superinteressante, pois não sou o autor da postagem e darei os créditos sim, caso isso se confirme, pode verificar pelas postagens neste blog, que sempre é dado o devido crédito.

Fabenrik
ateu e atoa

Roboto-san disse...

(x) Mudaria:
Logicamente que eu não sou a favor dos regimes totalitários do século XX, mas meu primeiro instinto foi que eu mudaria para salvar os 5
(x) Não jogaria:
Como a pesquisa disse, o fato de ser mais "ativo" na morte de alguem não me agrada
(x)Não torturaria
Tortura não quer dizer que o homem irá revelar algo, e muito menos que aquilo seja a verdade
(x) Contaria:
Fez m*rda tem que pagar
(x) Não impediria:
Não creio que devemos mudar os valores morais dos indios. Seria quase a mesma coisa que meu amigo vegetariano me impedisse de comer carne.

Louis~ disse...

1 - Mudaria ( por razões já explicadas no texto , é muito fácil e impessoal realizar uma ação mecânica para salvar vidas em detrimento de outras )
2 - Não empurraria ( matar com as próprias mãos é muito mais dificil , se fosse pensar lógicamente eu empurraria mas como nessa situação não haveria tempo para julgar , não empurraria e quem estivesse na linha que visse o trem chegando e saisse do lugar =p)
3 - Torturaria ( os fins justificariam os meios . . . não é 'moralmente' correto mas há situações onde é necessário não agir de acordo com a 'moral' . A mesma 'moral' quer impedir o direito ao aborto e deixam estupradores impunes por exemplo ; acaba gerando um processo burocrático gigantesco na hora de punir um mal feitor . Isso faz com que o processo até a punição seja longo e muitas vezes insuficiente para corrigir o comportamento do infrator e isso acaba fazendo com que as pessoas percam a confiança na 'justiça' e queiram agir com as próprias mãos . Quem não se lembra do caso Nardoni ? Se deixassem as pessoas linxariam o casal e não esperariam o julgamento . Deixar um infrator cerceado não resolve nada também . . . isso é assunto pra muita conversa mas eu paro por aqui rss )
4 - Contaria a policia ( Como muita gente já frizou , errou tem que pagar . Esse costume brasileiro de dar um 'jeitinho' nas coisas e ficar acobertando os erros só porque têm algum laço afetivo com a pessoa é o mesmo que faz com que politicos comprovadamente corruptos fiquem impunes , afinal eles têm muitos amigos influentes que não contariam à policia . De um ponto de vista mais generalista , quem concorda em proteger o amigo nesse caso , não pode reclamar quando vê outrem saindo impune de uma situação semelhante . )
5 - Não impediria ( Quando se está disposto a proteger uma cultura não se deve julgar os seus costumes e ficar somente com aqueles que você considera importantes e erradicar os que se acha improprio . Nessa situação a cultura deve prevalecer , o fato de ser a vida de uma criança que está em jogo coloca outro peso na na balança dessa decisão . As pessoas tendem a agir de forma mais emocional quando se trata de uma criança , acredito eu que seja pelo 'instinto' que a maioria têm de proteger a prole e ficar muito mais comovido com casos de agressão que envolvem crianças . . . se fosse um adulto provavelmente as opniões variariam mais . É com esse mesmo tipo de pensamento que muitos pais criam pequenos tiranos , se deixando levar por crianças que podem e são manipuladores e 'crueis' . Afinal na nossa concepção , uma criança não pode ser vista como algo ruim ou sinonimo de maldade . . . )

Louis~

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